O Valor não mora no passado.
Nem no futuro.
Mora no presente.
Que traz tanta gente!

O Valor não mora no passado.
Nem no futuro.
Mora no presente.
Que traz tanta gente!

"ALGUÉM ESCREVEU UMA VEZ SOBRE UM HOMEM ILUMINADO:
'ELE AMAVA A REALIDADE COMO DE FATO ELA É, NÃO COMO QUERIA OU IMAGINAVA QUE ELA FOSSE.'
ESSE, COMO OUTROS SÁBIOS DISSERAM ANTES E DEPOIS, É O MISTÉRIO DA FÉ."
(Luiz Carlos Lisboa)
Homenagem ao Régis, que brincou de "estátua" com este momento da realidade.
Olho que vê a realidade como de fato ela é.
Coração alado...
O "conto em imagem" me comoveu.
Tive medo das finas árvores-mãos-de-bruxa de inverno.
Quis ser companheira da ave.
Quis ser ela.
Me vi, ela.
Senti a força da gravidade forçando a proximidade ao chão.
E a força do movimento da frágil e impetuosa asa atendendo a sua vocação.
E fiquei pensando em direções...
Em caminhos...
(Acho q o segredo é este: ser fotógrafo da vida,
Não como a gente quer que ela seja.
Amantes, simples, do tanto indizível/ impenetrável... do q ela é...)
Vamos indo, no roda-mundo gigante.
Sem doença,
(Pensamento)
Com árvores
(Sentimento)
E encontros
(Engrandecimento)
Vamos indo:
No mundo gigante em roda.
Um dia...
um dia...
um dia...
Veremos tudo face a face...
Hoje, assim:

- Venta em Itu -
Quanto vento, quanta coisa que traz, que leva.
Prenúncio de férias para o coração...
Leva vento...
Traz vento...
Leva o que já foi, o que não quer ficar. Nem precisa.
E traz a vida nova, o coração novo, o tempo novo...

Tem lágrima q é dolorida...
Dói o peso da emoção da descoberta adormecida q a gente não quis descobrir (antes) pq ficou com medo de ver o q tinha: lá, dentro...
E, assim, de ser dono do inexplorável mundo novo, em q a gente assume o protagonismo de ser o conquistador das novas terras...
Garoa em Itu.
Às vezes acho que os tempos combinam com nossos interiores.
Garoa que cai p/ q eu me lembre de meus transparentes fios de dentro...
Frágeis, finos, balançantes ao vento...

Vêm de cima...
Da nuvem que passou e se encheu...
No princípio de tudo, é o verbo.
- Mas havia o espírito por sobre tudo... -

Espírito e verbo... Daí, a criação do mundo!
- Movidos pelo sonho do ser... -
É, é isso mesmo.

E quando o coração se abre, é quando o que é quase nada se torna tudo.
E a magia invisível se tece pelo tempo, pelo espaço, revolucionando mundos: dias felizes são estes, em q a gente, desprendido de pré-modelos, tolerante de desvios e monitorado pela sabedoria que ajuda a gente a ser melhor, sorri, ri, gargalha, senta no colo e é colo...
O incrível é isto: não está em nenhum lugar, não é preciso nada... Está, melhor dizendo, com a gente: na força que há aqui... e que a gente aprende a retornar... e a sentir...
O ETERNO RETORNO...
"Se soubesses o que te sonho, serias bem mais feliz..."
Hoje ensinou o Pe. Léo que, quem ama, não critica.
Quem ama, não critica.
Palavras que vêm em resposta do grito interior: quem ama, simplesmente, não critica.
A crítica, é crítica; então, não criticar...
Quando critico, acabo descontando no outro minhas frustrações e incompetências: mais humildade é preciso.
Assim, quem ama, não critica: pedagogia do amor...
Como sempre: revolucionária...

Será que é amanhã???
Eu tô achando...

Assim, de frente para o papel que construiu pensamento e solução, constatando na data o tempo que passou, eu já nem sei o que significar.
Sinto profunda incerteza e cumpro - cumpro o mínimo que me sobra e torna-se possível, pois isto me prometi e prometi e, além do mais, é preciso...
Mas onde haveria educação nisso?
Talvez em meu olhar, em meu não desistir... Em meu cuidar...
Queria ter cuidado mais... Ter despertado amores, a consciência de auto-poderes e a auto-percepção evidente de conquistas pessoais em relação a técnicas humanas de auto-realização.
Queria, queria muito...
Às vezes me surpreendo... E, em tantas outras, queria eu ter o poder de me libertar de qualquer olhar de falta... ver apenas o que valoriza a conquista, a tentativa, o ganho... Não porque assim a educação (saí de mim ideais...!!!) se faria, mas porque eu acho que haveria mais amor...
- Enfim, colocando realmente e necessariamente a questão do que faltou... -
Não me dou bem com a frase: "Fiz o que pude."
Se fiz, queria ter feito realidade meus desejos mais profundos... Só que nem sei em algumas vezes como fazer isso se tornar. E nem pude, realmente...
Entre o sonho e a vida há muitas travessias que não sonham os imprevistos da jornada-dia de cada dia...
É...
E eu, agora, sou o que sobrou de tudo isso...


"Mais difícil do que escrever ficção é, certamente, escrever sobre a realidade.
Mais difícil do que inventar é, na certa, lembrar, juntar, relacionar, interpretar-se.
Explicar-se é mais difícil do que ser.
E escrever é sempre um ato de existência. Quando se escreve conta-se o que se é.
Parece que se inventa, mas não: vive-se. Parece que se cria mas na verdade aproveita-se.
A história como que está pronta dentro da gente.
É como a pedra bruta, da qual o escritor tira os excessos.
O que sobra é a obra.
No espírito, no fundo, no íntimo, a história espreita.
Ela existe antes que o escritor suspeite.
A história é mais real do que qualquer explicação.
A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que eu possa fazer."
RUTH ROCHA
![]()
Para a Terra do Nunca: adiante!!!
(Para os pequenos, claro, com meu pedido eterno de desculpas...)

Ser Peter-Pan
Ter coração de criança
Querer voar, sem voltar:
Parece mágica
tão estranha
que o sempre, aqui,
se torne nunca...
Mas lá, onde só vejo eu -
e minha criança,
eu tudo vejo
- CREIO -
e o nunca, se torna
a aventura de sempre:
Sempre criança.
Sempre Juliana.
Sempre além.
Sempre eu.
- A que mais eu quero ser, sem medo.
Não porque posso,
Mas porque sou.
Basta fechar os olhos, e ter a fé... -
"HÁ UM REMÉDIO PARA A ALMA QUE SE CHAMA VAZIO - E QUE PARECE AMARGO QUANDO TEMOS IDÉIAS A RESPEITO DELE. NOSSO CORAÇÃO É O MÉDICO QUE SABE O MOMENTO EM QUE ELE DEVE SER TOMADO E EM QUE DOSE."

- Luiz Carlos Lisboa